Companhias aéreas são afetadas pela paralisação do governo dos EUA.

Companhias aéreas são afetadas pela paralisação do governo dos EUA.

A paralisação de alguns setores governamentais dos Estados Unidos, que começou no dia 22 de dezembro do último ano, já começou a afetar as operações das companhias aéreas norte-americanas. De acordo com relatório da Centre for Aviation, a Capa, programas de treinamentos de pilotos e processos de manutenção de aeronaves, por exemplo, estão comprometidos enquanto tal situação perdurar.

Segundo informações divulgadas pelo The Dallas Morning News, a American Airlines não será capaz de colocar dois de seus aviões recentemente entregues em operação, tudo pela falta de aprovações da FAA, entidade governamental responsável pela aviação nacional. No total, estão previstas mais de 180 entregas para as principais empresas aéreas do país em 2019, o que pode causar grandes atrasos de cronograma caso a paralisação não seja resolvida em breve.

Outro problema já registrado acomete a Southwest, que segue aguardando pela aprovação dos parâmetros ETOPs, que permitem companhias aéreas operarem voos longos sobre oceanos. Enquanto isso, os planos da empresa de voar para o Havaí, estão travados. Um alívio para quem já faz tais rotas para a ilha, que seguem sem acréscimo de concorrência.

De acordo com o USA Today, cerca de dez mil controladores de tráfego foram informados que deverão trabalhar sem remuneração. Ao mesmo tempo, a Associação Nacional de Controladores de Tráfego Aéreo (NATCA) anunciou que a FAA fechou o centro de treinamento localizado em Oklahoma City, assim como outras aulas e simuladores. Tal situação compromete os planos de adicionar 1,4 mil profissionais na área em 2019.

Além de possíveis atrasos e cancelamentos de voos por falta de mão de obra, a paralisação também deverá afetar a economia nacional caso continue por muito tempo. A agência Moody’s, inclusive, já diminuiu a previsão de crescimento do setor para o primeiro trimestre do ano, de 2,6% para 2%, caso nada mude até fevereiro. A partir do próximo mês, a perspectiva é de recuos cada vez maiores semana a semana.

 

Fonte: Capa

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